search

Para a Crítica da Ficção Jurídica

RETÓRICA, JOGO E REPRESENTAÇÃO NO PALCO JUDICIÁRIO. UM OLHAR DISTANCIADO

€18.00
€16.20 Save 10%
VAT included DELIVERIES IN 2 TO 3 BUSINESS DAYS
Quantity

  SAFE PAYMENT

Secure payments directly managed by banks. ATM, MBWay and Paypal available.

  FREE SHIPPING FROM 25€

Deliveries in 2 to 3 business days (except holiday period).

  CUSTOMER SUPPORT

We are available to clarify all your doubts.

Este livro não é o que mais se esperaria de um juiz desembargador jubilado que  trabalhou na 1ª Secção Cível do Tribunal de Relação de Lisboa, depois de ter exercido funções como assessor no Tribunal Constitucional e assessor jurídico (independente) dos Governos Constitucionais, em 1995 e 2005.

Não é uma tese académica ou técnico-jurídica. É um estudo crítico inspirado em Kant, Vaihinger, Cassirer, Foucault, Wittgenstein, J.L. Austin, realistas americanos e escandinavos, e na atual narratologia jurídica  norte-americana. Um balanço distanciado, realista, que toma o discurso filosófico como terapêutica e como instrumento para dissolver os falsos problemas da filosofia do direito (Wittgenstein) — e que visa, assim, reverter a linha metafísica de pensamento desenvolvida desde a Antiguidade por Platão, Aristóteles, Hobbes, Hegel, Husserl, Heidegger e outros.

Para um olhar antropológico, distanciado, o realismo jurídico não é uma filosofia, e muito menos uma ciência do direito, porque o direito não passa de uma ficção literária, criada para servir de guia na retórica judiciária: uma tecnologia para resolver conflitos entre pessoas e para inspirar os juízes nas suas decisões (Llewellyn).   

Direitos naturais, direitos humanos, direitos fundamentais, constituições, leis, decretos, tratados, convenções — tudo isso são puras ficções construídas pelo pensamento. Só passam a existir no mundo social quando, depois de representadas num palco judiciário, os juízes e outras autoridades públicas as proclamam oficialmente nas suas sentenças e decisões (J.L. Austin). Aí sim, tornam-se reais. Até lá, é preciso acreditar: temos de pensar e proceder como se essas ficções existissem (Vaihinger). Sob pena de trágicas consequências, como a História já o demonstrou e demonstra constantemente.

Este livro é um adeus à ficção jurídica que é lecionada nas faculdades de direito, o abandono da razão jurídica tradicional, da metafísica jusnaturalista e pseudo-positivista do plano oficial dos estudos de direito. É, pois, um discurso dissidente. Porque os ditos “problemas da filosofia do direito” são, afinal, temas de investigação da antropologia ou, se se quiser, da sociologia do direito.

Índice geral
1. Palco judiciário, estratégia, jogo. Teoria dos jogos judiciários, Estratégia probatória.   2. Direito e estado na tradição filosófica ocidental: Sócrates, Platão, Aristóteles, Cícero, Agostinho.  3. Direito e estado no mundo moderno: de Hobbes a Kant, de Hegel a Marx, Max Weber,  Vaihinger e Wittgenstein.  4. Kelsen: da “teoria pura” à ficção pura do direito.  5. Cassirer, Esser, Hart, Dworkin e Foucault.  6. Direito e estado na análise económica do séc. XX.  7. Entram em cena os direitos humanos.  8. O mito, o estado e o direito. 9. Rumo à teoria da literatura jurídica.  10. Para a história da literatura jurídica ocidental: Egipto, Grécia, Roma. 11. Estado e direito no imaginário jurídico, Jusnaturalistas, positivistas, legistas e outros metafísicos face a uma crítica realista, O mito do direito e do estado, Num dia de prodígios, Um olhar distanciado.  294 pp.

9789899312203

Data sheet

Publisher
AAFDL EDITORA
authors
João Ramos de Sousa
Reference
9789899312203
Pages
294
Editing Place
Lisboa (2025)