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Da INTRODUÇÃO
Um livro institucional de história contemporânea é, só por si, um desafio de especial exigência. Muitos protagonistas estão, felizmente, ainda vivos, mas daí resulta que as feridas, abertas pelos acontecimentos mais tumultuosos, possam ainda não estar todas saradas. E as que o estejam, certamente terão deixado cicatrizes. Significa isto que, o distanciamento de que a historiografia necessita, pode ainda não estar suficientemente atingido.
Somos, contudo, segundo cremos, os primeiros a escrever sobre este período da história da Faculdade tendo nascido já após o 25 de abril de 1974.
Se isso tenderia a assegurar maior objetividade, certo é que o investigador nunca se consegue despir de toda a sua circunstância. No caso, isso sucede, fundamentalmente, por duas razões. A primeira é que o autor foi estudante e é docente da Faculdade. A segunda decorre de o autor conhecer pessoalmente muitos dos protagonistas dos acontecimentos, sendo mais próximo de uns do que de outros. Esta circunstância levou a uma opção metodológica fundamental: a de recorrer a uma espécie de história-crónica. Mais descritiva que opinativa, mais tentada a explicar do que a justificar. Os factos foram os que foram, os juízos ficam para o leitor. Isto não impedirá que, antes de encerrar, demos a nossa visão conjetural sobre o que pode ter estado por detrás dos acontecimentos que narraremos. Tentaremos, porém, não ir condicionando o leitor ao longo do caminho.
Dividimos a obra em três partes: o fim do regime de Salazar e Marcello Caetano, enquanto antecedentes; o 25 de abril; a revolução e o PREC, ao qual damos maior desenvolvimento, por ser o objeto central da obra; e a reestruturação, como termo final do período revolucionário. O período tratado vai, então, simbolicamente, do início de funções de Marcello Caetano como Presidente do Conselho de Ministros, enquanto termo inicial, até à eleição da Comissão Diretiva Provisória, durante a reestruturação, como termo final. Isto permite decantar do período antecedente à Revolução alguns determinantes do que aconteceu depois e melhor caracterizar os acontecimentos, bem como permite compreender a curta duração do período pós-revolucionário, que cessou com a reestruturação, em 1977.
Não temos a pretensão de que esta obra seja a última palavra sobre o tema, pelo que o que nos inspirou foi trazer à luz o mais possível de detalhes sobre o ocorrido, para que investigações ulteriores possam continuar o caminho que aqui trilhámos.