• A Austeridade Cura? A Austeridade Mata?
A Austeridade Cura? A Austeridade Mata?

A Austeridade Cura? A Austeridade Mata?

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É para mim uma grande honra ter coordenado este conjunto de depoimentos em que pessoas de diferentes gerações e formações e posicionamentos ideológicos muito diversos se pronunciam sobre os efeitos da austeridade, respondendo à questão que lhes foi colocada de saber se a austeridade cura ou se a austeridade mata.

No momento que o livro sai e após vários anos de austeridade com resultados insatisfatórios no plano económico, decepcionantes no domínio das finanças públicas e trágicos na área social, não admira que a grande maioria dos textos exprima, em diferentes tons, um sentimento comum anti-austeridade que, porventura, se não expressaria de forma tão nítida dois ou três anos antes, quando os países do Norte da Europa e, particularmente a Alemanha, conseguiram transformar a austeridade num credo e numa questão moral e os países do Sul se inclinaram com um pesado sentimento de culpa.

Pela minha parte, é conhecida a oposição que manifestei, desde o início, às políticas de austeridade.

Pareceria que a erosão das bases científicas da austeridade, a par com a ausência de resultados palpáveis deveria ter levado a uma inversão de rumo, mas como têm notado autores como Mark Blyth ou Paul Krugman a austeridade é uma "ideia zoombie" ou uma "ideia barata", que volta sempre, quando se julga que está morta.

A crítica aos termos em que as políticas de austeridade têm sido concebidas e aplicáveis, não implica necessariamente a condenação de qualquer esforço de contenção ou de racionalização ou a necessidade de equilíbrio na gestão dos dinheiros públicos. Trata-se, apenas, de chamar a atenção para os excessos que a actual política pode ter, condenando uma geração à penúria, quebrando a coesão social, a confiança na democracia e minando os alicerces do futuro.

Na literatura mais recente sobre a austeridade, todos estes aspectos têm sido especialmente levados em conta, assim como aqueles que se prendem com os efeitos da austeridade na saúde, que se apresentam como devastadores na opinião dos especialistas.

In introdução
Eduardo Paz Ferreira

5606939007636

Ficha informativa

Editor
AAFDL
Autor(es)
Eduardo Paz Ferreira (coordenação)
Referência
5606939007636
Páginas
1482
Local de Edição
Lisboa (2014)
Observações
2.ª Edição

A AAFDL Editora nasceu no mundo académico com o propósito de servir o mundo jurídico no seu todo. 

O sentido de crescimento da Editora tem vindo a ditar novas regras, porque nos dias que correm já não olhamos só para dentro da Faculdade onde estamos situados, mas também olhamos para fora. 

Nos últimos anos tem havido o atento cuidado de expandir os horizontes na Editora, procurando a produção de obras científicas por mais autores que não só docentes, com a finalidade de que as nossas obras possam servir não só a alunos, mas também a advogados, solicitadores, autarquias e todos os outros agentes do mundo do Direito. 

O nosso slogan: ‘’Há mais de 100 anos a editar o futuro’’, é característico daquilo que somos e representamos. Sabemos de onde vimos, sabemos onde estamos e sabemos para onde vamos! 

Os Autores que escolhem a nossa Editora enquanto sua, escolhem-na porque veem nesta Editora a jovialidade que é característica, mas, para além disso, percebem o sentido de responsabilidade que existe entre todos aqueles que a dirigem. 

Sempre estivemos situados na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, parecendo que não, essa é uma grande vantagem que temos em relação a qualquer outra Editora. Este fator diferenciador permite-nos chegar mais facilmente aos autores e aos alunos e permite-nos, ainda, ter uma livraria principal na Faculdade de Direito de Lisboa. 

Esta enorme rede de distribuição permite-nos chegar a uma rede alargada de Juristas.